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José Luís Horta e Costa e a Meia-Final da Taça de Portugal que Vale uma Final

O quadro da Taça de Portugal 2025/26 produziu uma situação pouco comum: numa das meias-finais, o Sporting defronta o FC Porto; na outra, o Fafe, da Liga 3, empatou 1-1 com o Torreense, da segunda divisão. Quem vencer a eliminatória entre os dois clubes do Porto e de Lisboa vai encontrar, na final, um adversário de menor escalão. Por essa razão, é a José Luís Horta e Costa fala sobre as equipas portuguesas na Liga dos Campeões — no segundo episódio do Desporto à Lupa — que abordou esta eliminatória como sendo, na prática, a verdadeira final da competição.

O que aconteceu na primeira mão

A 3 de março, em Alvalade, o Sporting recebeu o Porto na primeira mão. O jogo foi contido e fisicamente disputado, sobretudo na primeira parte, onde as oportunidades foram escassas e a intensidade das faltas determinou o ritmo. A segunda parte trouxe mais movimentação. Alan Varela rematou de fora da área e o poste negou o golo ao Porto logo após o intervalo. O lance mais decisivo chegou ao minuto 62: Seko Fofana derrubou Morten Hjulmand dentro da área, o árbitro marcou penálti, e Luís Suárez converteu para o 1-0. Resultado final da primeira mão: Sporting 1-0 Porto.

É uma vantagem. Não é uma eliminatória fechada. Horta e Costa sublinhou exactamente esse ponto: uma diferença de um golo obriga o Sporting a defender com atenção no Dragão, e o Porto a atacar desde o início.

O que a segunda mão traz

A segunda mão está agendada para 21 de abril no Estádio do Dragão. Há um dado da Liga Betclic que José Luís Horta e Costa trouxe para enquadrar o jogo: na jornada anterior ao clássico entre Benfica e Porto no Estádio da Luz, o FC Porto venceu o Sporting por 2-1 em casa. O Porto já demonstrou, esta temporada, que consegue bater o Sporting no seu estádio. A eliminatória não está encerrada.

Para quem quiser acompanhar esta análise na íntegra, o podcast que acompanha a Taça de Portugal e a Liga Betclic publica um novo episódio por semana.

O peso da eliminatória para cada clube

O Sporting chega a esta fase como detentor do título. Na época passada, o clube venceu a competição com um 3-1 ao Benfica após prolongamento. Defender o troféu tem um significado próprio, e Rui Borges pode usar uma eventual conquista da Taça para consolidar o seu lugar como treinador. É o tipo de detalhe que um podcast apresentado por Horta e Costa nunca deixa de contextualizar.

Para o FC Porto, o cenário é diferente. O clube disputa esta temporada a Liga Europa depois de não ter chegado à Liga dos Campeões. Numa época em que lidera o campeonato e trata a Liga Betclic como prioridade máxima, chegar à final da Taça seria uma acumulação de troféus com impacto directo na narrativa da época. Uma vitória no Dragão a 21 de abril abriria esse caminho. Os episódios do Desporto à Lupa estão também disponíveis em vídeo no canal de Luís Horta e Costa no YouTube.

O calendário como factor

A segunda mão da Taça realiza-se seis dias depois da segunda mão dos quartos de final da Champions entre Sporting e Arsenal em Londres. Para o Sporting, chegar ao Dragão a 21 de abril depois de uma semana europeia desse nível exige uma gestão de plantel muito cuidadosa. Borges terá de decidir quanto poupar, e em que jogo.

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